Nasci na pequena cidade de Correntina (essa que você vê no vídeo), no oeste da Bahia, região banhada por inúmeros rios de águas cristalinas e pela natureza única do Cerrado. Primeira de 3 filhos, filha de pais professores, cresci entre as casas de meus pais e meus avós em um povoado chamado São Manoel, de pouco mais de 2 mil habitantes.
Tive uma infância cheia de banhos de rio, de muitas brincadeiras até tarde da noite com as crianças vizinhas, ouvindo histórias de assombrações que os mais velhos contavam e subindo árvores para arrancar frutas ainda nos galhos. E de muito amor pela leitura.
Foi o amor pela leitura que me conectou ao jornalismo e à vontade de contar histórias.
Em 2009, me mudei para Goiânia para cursar Comunicação Social com ênfase em Jornalismo na Universidade Federal de Goiás, às vésperas de completar 17 anos. Durante a faculdade, comecei a estagiar na Affego — Associação dos Funcionários do Fisco do Estado de Goiás — onde aprendi comunicação institucional e assessoria de imprensa na prática. Ao me formar, fiquei lá por uns bons anos, até perceber que havia me acomodado e precisava me desafiar.
Foi o que fiz.
Em 2021, entrei na Mariana Perdomo — hoje Perdomo Doces — como analista de redes sociais. Foi um período intenso: participei das campanhas de Natal e Páscoa, dois dos momentos de maior produção e volume de vendas da marca. No início de 2022, a saída do Uber Eats do Brasil obrigou a empresa a lançar seu próprio aplicativo de delivery e entrar no iFood simultaneamente —atuei na comunicação dessa transição, que exigiu uma campanha de grande escala em curtíssimo prazo.
A experiência adquirida na Perdomo abriu caminho para minha próxima colocação, a posição de supervisora de mídias sociais do Grupo Ramasa Auto, onde por dois anos desenvolvi estratégias de posicionamento e conteúdo para 7 empresas do grupo simultaneamente — um exercício diário de gestão de múltiplas identidades de marca.
Foi quando surgiu a oportunidade de coordenar a comunicação de uma ONG chamada Palmares Laboratório-Ação, que atua no Norte e Nordeste do Brasil. Esse site cobre o trabalho que realizei a partir daí.

No meio desse caminho, iniciei uma graduação de História – que nunca terminei -, morei 15 anos em Goiânia, conheci o budismo tibetano e me “converti”, viajei por muitos estados do Brasil, pisei os pés no continente africano – em Moçambique, especificamente – e participei de duas Conferências da ONU para mudanças climáticas, uma Belém e outra em Baku, no Azerbaijão – já tinha ouvido falar dele?
Criei este site para, ao mesmo tempo, mostrar aquilo que faço e compartilhar aquilo que acredito e aprendo nessa caminhada, porque as três coisas acabaram se tornando inseparáveis para mim.
Voltar para minha cidade natal, em 2024, faz parte desse movimento. O que entendi foi que, muito mais importante do que colecionar conquistas vivendo uma vida na qual não via muito sentido, era desacelerar, voltar para minhas raízes e investigar o que me move, de fato.
Não digo que já encontrei essa resposta, mas estou bem mais perto dela. Siga acompanhando e vamos descobrir juntos onde essa busca vai me levar.